“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador.”
(1 Timóteo 2:1-3)
Chegamos em um ano em que as eleições serão bem acirradas. Corremos o risco, como igreja local, a exemplo do que aconteceu nas eleições passadas, de inimizades e distanciamento entre irmãos em função das diferenças políticas, que foram tão comuns entre nós. A igreja, como instituição, não tem partido algum. Ela é neutra em sua posição para que continue sendo a consciência do Estado. Ela não se alia a partidos e candidatos, para ter a prerrogativa de alertar aos que forem eleitos para algum cargo público sobre os seus erros, e ajudar este mesmo Estado a cumprir os seus propósitos, desde que eles não sejam contrários à fé cristã. Conquanto não partidária, a igreja não é apolítica e não se isola em um tempo tão importante quanto este. Ela muitas vezes oferece os seus membros como candidatos aos cargos públicos, ora por eles e os orienta para que sejam guardados das armadilhas que um processo político pode oferecer. A exemplo de José, de Daniel, os salvos podem e devem marcar a sua posição em todos os lugares estratégicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais. A igreja também tem o papel de orientar os seus membros a votar em pessoas e partidos cujas propostas estão mais próximas dos princípios cristãos. Mesmo não tendo opção partidária devemos conhecer as propostas dos partidos e seus candidatos. Quais deles estão mais perto do que entendemos como correto, justo e adequado? Que princípios este partido e seus candidatos têm em relação ao aborto, à família, à liberdade de culto, à justiça, ao uso do dinheiro público, por exemplo? Devemos levar em conta, obviamente, que partidos e candidatos mudam após serem eleitos. Até mesmo em fileiras cristãs temos os que se desviaram de seus valores e princípios, o que é lamentável. Mas boa parte continua firme em representar da melhor forma os seus eleitores, dentre eles, os cristãos. A igreja sempre será parceira dos eleitos que estão mais próximos dos princípios que norteiam nossa vida. Independentemente dos que serão eleitos devemos tomar duas decisões neste ano tão singular: a primeira é no sentido de não permitir que nada e ninguém tire de nós a unidade que temos em Jesus. Partidos passam, políticos passam, mas a igreja permanece e precisa permanecer unida. Devemos olhar firmemente para Jesus, não para o homem. Que o Espírito Santo nos faça unidos, com, sem, ou apesar da política. Finalmente devemos orar durante a eleição, suplicando ao Senhor que seja misericordioso com o nosso país. Oraremos também por todos os que serão eleitos, cumprindo a ordem bíblica descrita em 2 Timóteo 2.1 e 2, que ordena que oremos por todos os que estão investidos de autoridade. Ao orar, reconhecemos que Deus é maior do que as autoridades, e que o governo do homem está debaixo do governo de Deus, seja ele cristão ou não. Deus reina e governa sobre tudo o que existe na terra e no Céu. Que Deus nos ajude e nos abençoe.
