“Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR” - Êx. 12:11.
“ Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda” Sl 23:5.
“Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco, no reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveira” Mt. 26:26-30.
Melanchthon dizia que a Ceia do Senhor era um mistério que deveria ser admirado. No entanto, ainda que seja um mistério, podemos dizer que a ceia é uma celebração de quem está a caminho. Em Êxodo, a Páscoa, que foi substituída no novo Testamento pela Ceia, era para ser tomada com pressa, com as sandálias nos pés e com o cajado na mão. O povo teria uma longa jornada pela frente, enfrentaria um deserto cheio de muitos desafios. A páscoa era a preparação para esta passagem rumo á terra prometida.
No Salmo 23, a mesa é preparada no vale, quando as sombras são mais intensas e até mesmo a morte assusta. Ali, no meio da batalha, em frente ao inimigo, na presença dos adversários, o Senhor prepara um banquete, uma ceia, para o seu povo, enquanto estes passam pelo vale sombrio
Em Mateus 26 Jesus está prestes a experimentar o dia mais triste de sua encarnação. Em breve Ele sofrerá muito Boletim Dominical Ano XLVII 05 de Abril de 2026 Nº 2.443 Pr. Presidente: Pr. Luiz César Pr. Auxiliar: Pr. João Neto ATÉ QUE ELE VENHA “Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR” - Êx. 12:11. “ Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda” Sl 23:5. “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco, no reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveira” Mt. 26:26-30. Melanchthon dizia que a Ceia do Senhor era um mistério que deveria ser admirado. No entanto, ainda que seja um mistério, podemos dizer que a ceia é uma celebração de quem está a caminho. Em Êxodo, a Páscoa, que foi substituída no novo Testamento pela Ceia, era para ser tomada com pressa, com as sandálias e por fim, morrerá. Mas antes Ele celebra a ceia com os seus amados, antes de sua agonia, suas dores e sua morte. A ceia é para nós, que estamos a caminho do Céu, um banquete no domingo para fortalecer-nos quando colocarmos, durante toda a semana, o nosso rosto ao sol, no deserto. Ela é um refrigério em meio às lutas, às chateações pelas quais passamos e os dissabores que experimentamos. Por isso, um momento como este deve embalar nosso coração, fazer a nossa alma feliz e revigorar o nosso espírito.
Ela é também um brado de esperança, como o foi para o Senhor Jesus, que ao anunciar sua morte, simbolizada no pão partido e no vinho vertido anuncia a sua volta e as bodas para as quais de antemão já fomos convidados.
Comer o pão, símbolo do corpo de Cristo e beber o vinho, símbolo do Seu sangue é como a celebrar a Páscoa para um povo liberto; é como banquete no vale, onde a comida é escassa e os inimigos espreitam; é como uma promessa de Jesus de um dia, já na eternidade, participarmos novamente de tão rica mesa.
Quando participamos da Ceia do Senhor nos fortalecemos para atravessar o deserto, somos tomados de segurança para atravessar o vale e nos levantamos em fé para entrar no salão, preparado para a ceia, onde Jesus está, Ele que é a o cordeiro pascal, o pastor no vale, e o Deus por nós derramou o seu sangue. Hoje tomamos a ceia e saímos para o deserto, para o vale, ou para nos unirmos a Jesus em suas dores, mas em uma destas manhãs tudo passará, e no final desta era e já inaugurando a outra, estaremos de novo, à mesa.
Por tudo isso, neste domingo de manhã, nos dirigimos à Casa do Senhor e participamos da Ceia do Senhor, com alegria e singeleza de coração, na certeza de que estamos a caminho de nossa morada celeste. Deus nos abençoe.
Pr. Luiz César
