“Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente” (1 Coríntios 12.11).
Todo cristão que foi alcançado pela graça de Deus é chamado para servir. O serviço cristão não é uma opção reservada a alguns, mas uma vocação para todos os salvos. No Reino de Deus, não escolhemos livremente como servir; antes, somos chamados a discernir e obedecer à direção do Senhor. Para cada tarefa designada, Deus concede dons espirituais, que são capacitações dadas pelo Espírito Santo para o cumprimento de Sua vontade. Quando cada crente serve de acordo com os dons que recebeu, o serviço torna-se mais eficaz, frutífero e cheio de sentido. Servir segundo os dons também está diretamente ligado à alegria no ministério. Quando uma pessoa atua naquilo para o qual foi capacitada por Deus, ela experimenta realização e entusiasmo. Os dons nos impulsionam a fazer aquilo que corresponde à nossa vocação espiritual, demonstrando o cuidado amoroso de Deus, que nos conduz a servir de forma saudável e produtiva. O apóstolo Paulo dedica uma parte significativa de seus escritos à doutrina dos dons espirituais. Ele ensina que “a manifestação do Espírito é concedida a cada um os dons recebidos, mas jamais podemos produzilos por esforço próprio. Eles são dádivas da graça. Os dons espirituais não apenas nos capacitam individualmente, mas também nos unem em serviço. A igreja é um corpo, e seus membros são interdependentes (Rm 12.5; 1 Co 12.27). Quando trabalhamos juntos, nos tornamos as mãos e os pés de Cristo no mundo. Contudo, quando deixamos de exercer nossos dons ou tentamos agir de forma isolada, comprometemos o crescimento do corpo e o avanço do Evangelho. A diversidade de dons gera uma diversidade de ministérios. Somos diferentes, mas igualmente necessários. Essa variedade revela a sabedoria e o poder de Deus na edificação da igreja. A unidade cristã não elimina a diversidade; ao contrário, ela a valoriza e a integra para o bem comum. Fomos criados para boas obras, preparadas de antemão por Deus (Ef 2.10). Ele tem uma agenda para cada um de nós e promete nos capacitar para cumpri-la. Nosso chamado é glorificar a Deus por meio de um serviço fiel, eficaz e comprometido. Paulo afirma: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro” (2 Co 4.7). Isso nos lembra que o poder do ministério não vem de nós, mas de Deus. Independentemente do dom recebido, precisamos depender da direção e da força do Espírito Santo. A igreja precisa de cada membro, pois ninguém foi chamado para fazer tudo sozinho. Fomos feitos para edificar a igreja juntos, como expressão viva da ação de Deus no mundo.
